CRCMG realiza fórum para debater a qualidade do ensino superior

Publicado em: 07 | 08 | 2017

Visando zelar pela qualidade do ensino prestado aos estudantes de Ciências Contábeis, futuros profissionais da contabilidade, no dia 4 de agosto, o Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRCMG), através do Grupo de Trabalho de Ensino (GTE), promoveu o IV Fórum Mineiro de Educadores em Ciências Contábeis.

O evento foi voltado para professores e coordenadores dos cursos de Ciências Contábeis, que puderam participar de palestras e debater sobre a qualidade do ensino.

A abertura do fórum foi feita pelo presidente do CRCMG, o contador Rogério Marques Noé, que falou sobre a preocupação do Conselho em contribuir para a melhoria da formação dos novos profissionais. “Este fórum é uma oportunidade de diálogo entre o CRCMG, que é o órgão que fiscaliza os profissionais da contabilidade, e as instituições de ensino, que preparam os futuros profissionais para o mercado de trabalho. Juntos, temos a responsabilidade de qualificar esses profissionais para prestarem serviços de qualidade. E, hoje, vamos discutir quais as melhores ações a serem levadas para a sala de aula.”, disse.

Para iniciar o fórum, a primeira palestra foi apresentada pelo professor Valcemiro Nossa, com o tema “Os desafios na formação do profissional da contabilidade”, que abordou a importância de se preparar um bom aluno para o mercado: “O profissional deve saber dialogar com todas as partes da área de negócios. Não dá para discutir contabilidade de forma isolada. Deve haver diálogo entre as demais áreas, principalmente entre Administração, Economia e Ciências Contábeis.”. Valcemiro destacou, também, a necessidade de mudar a forma de dar aula para formar um bom profissional. “É preciso usar as novas tecnologias a nosso favor. É importante também discutir o civismo e desenvolver o pensamento crítico.”, finalizou. 

Em seguida, o professor Carlos Alberto de Carvalho Júnior e o professor Oscar Lopes da Silva, conselheiros do CRCMG, e o professor e contador Sérgio Luiz Agostinho Gonçalves, debateram sobre o tema “Exames CFC e Enade – aspectos legais e resultados”. Carlos Alberto apresentou, em números, a qualificação de Minas Gerais no Enade e no Exame de Suficiência, além de mostrar os comparativos do estado com o Brasil. “Relativamente, estamos acima da média nacional nos conceitos dos dois exames avaliadores. Porém, as notas ainda são baixas e não nos agradam.”, afirmou. Já Oscar falou sobre o trabalho da comissão que elabora o Exame de Suficiência do CFC e o que ela busca avaliar. “O Exame trabalha com questões de conhecimentos medianos. Não avalia as instituições de ensino, mas se o aluno tem condições de chegar ao mercado de trabalho. Com os resultados abaixo do esperado, é necessário que os professores pensem no que têm feito para que os alunos cheguem ao mercado com um nível bom de conhecimento.”, falou.

Dando continuidade ao fórum, o professor Antônio Baião de Amorim, conselheiro do CRCMG, apresentou as mudanças no programa de Financiamento Estudantil na palestra “Informações sobre os benefícios e desafios do novo Fies”. Segundo ele, com as novas regras, é esperado que aumente o número de alunos no ensino superior. “A previsão é de que, já para o segundo semestre de 2017, haja um aumento de 75 mil vagas, e, para o próximo ano, a estimativa é de 300 mil novos alunos no programa.”, contou. Ainda de acordo com Baião, as novas regras do Fies incluem a participação da instituição de ensino superior no controle da inadimplência, a necessidade de comprovação do fiador a cada semestre e, também, a inclusão de novas instituições financeiras para empréstimos, antes restritas apenas à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil.

Finalizando o dia de palestras, o professor Mauro Luiz Rabelo discorreu sobre a “Elaboração de itens para o Enade na perspectiva de avaliação de competências”. Segundo Rabelo, a avaliação não é uma verificação, mas uma investigação. “Uma avaliação deve servir para reorientar o processo de ensino-aprendizagem, melhorar o processo, criar condições para um pensar e um agir estratégico da instituição e motivar o desenvolvimento das escolas.”, explicou. Além disso, foram apresentados aos participantes os aspectos essenciais de uma boa prova, como: objetividade; concisão; originalidade; ordem direta; adequação da prova ao nível exigido e ao perfil do profissional desejado; simplicidade; padrão culto da língua; clareza e precisão.

Para finalizar, foi realizada uma oficina de revisão com base na metodologia de construção de itens e os participantes puderam discutir sobre os resultados obtidos. 

Fotos por: Déborah Arduini e Higor Martins